Suspeito de importunação sexual contra alunas da UFRN é preso em Natal
Homem é preso em Natal suspeito de importunação sexual contra estudantes da UFRN; mais de 15 vítimas foram identificadas. Ele já havia sido detido duas vezes por crimes semelhantes em Minas Gerais.
Homem de 33 anos já havia sido detido duas vezes por crime semelhante em Minas Gerais. Polícia já identificou mais de 15 vítimas.
Um homem de 33 anos foi preso nesta sexta-feira (16) em um condomínio no bairro Petrópolis, em Natal (RN), suspeito de praticar importunação sexual contra estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que investiga ao menos 20 ocorrências semelhantes ocorridas dentro do ônibus circular da universidade.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso duas vezes pelo mesmo crime em Minas Gerais. Em Natal, os casos começaram a ser registrados em fevereiro e se intensificaram em março, tanto no transporte interno da UFRN quanto em linhas intermunicipais.
A investigação contou com o cruzamento de horários e rotas dos ônibus, além do apoio das vítimas, o que permitiu a identificação do homem. A DEAM já reconheceu mais de 15 mulheres como vítimas e reforça o pedido para que outras possíveis vítimas compareçam à delegacia para formalizar a denúncia, garantindo o sigilo de identidade.
A UFRN informou estar colaborando com as investigações e que presta apoio às estudantes, embora não tenha detalhado quais medidas foram adotadas.
Relatos de vítimas
Estudantes relataram que o suspeito costumava sentar ao lado de mulheres em ônibus vazios, utilizando uma mochila grande para ocultar os atos libidinosos. Algumas afirmaram ter sido importunadas mais de uma vez.
“Ele empurrava a mochila contra meu colo. Uma das mãos estava embaixo dela. Só percebi depois que ele estava me tocando escondido”, contou uma estudante.
O que diz a lei
A importunação sexual é crime previsto no artigo 215-A do Código Penal Brasileiro e se configura quando alguém realiza ato libidinoso sem consentimento da vítima. A pena varia de um a cinco anos de reclusão.
A advogada Geyse Raulino, presidente da Comissão da Mulher da OAB-RN, reforça que o crime é comum em transportes públicos e que a responsabilidade nunca é da vítima.
veja tambem: Europa avalia uso do arsenal nuclear francês para reforçar sua segurança
“É essencial oferecer ambientes seguros e acolher as denúncias para combater esse tipo de violência”, afirmou.
A Polícia Civil continua com as investigações para apurar a extensão dos crimes e identificar outras possíveis vítimas.